Friday, December 28, 2012

Bad Boys







Charlie Harper ­morreu logo no primeiro episódio da nona
temporada de Two and a Half Men, por
outro lado, logo Charlie Sheen, renasceu na pele do Dr. Charlie Goodson de Anger Management. Após a polêmica
envolvendo o ator, e os produtores da série na CBS, Sheen deixa a série, e
parte para uma versão mais “profunda”, como o próprio gosta de falar, de seu novo
personagem, agora no Fx, canal por assinatura da televisão americana.


Charlie pode até falar, que Anger Managemente é uma versão mais profunda do garanhão de Two and a half men. Porém essa versão
mais profunda de Charlie Harper já existe desde o ano de 2007 quando Californication, série que leva o mesmo
nome de uma música da banda Red Hot Chili Pepers, estreou na televisão americana.
A série acompanha Hank Moody(David Duchovny),um escritor garanhão ,que não
escreve, em seus dilemas familiares e profissionais.


Com personagens fortes e bem construídos ao longo das cinco
temporadas, a série pode ser vista como uma versão para adultos do que foi Two and and a half men, em suas melhores
temporadas.


Embora o foco de Californication, não seja o humor, e sim o
drama, a série traz na figura de Charlie Runkle (Evan Handler), melhor amigo, e
agente de Hank uma espécie de Side Kick, que em diversos momentos serve como
uma saída cômica, seja em seu casamento, com Marcy (Pamela Adlo ) ,ou em suas
aventuras sexuais dentro ou fora do casamento.


Ao longo das cinco temporadas vemos o amor, e a idolatria
que Hank tem por Karen (Natascha McElhone), sua ex-esposa, a qual em meio a
idas e vindas sempre acaba voltando para os braços de Hank, e em muitos
momentos por culpa do mesmo, indo para os braços de outros em busca de consolo.


Hank tem com Karen, um filha, Becca (Madeleine Martin) que
na primeira temporada tem apenas treze anos, e vai crescendo no decorrer da
série, mas desde os primeiros episódios já se mostra, mais madura que seus
pais, de forma, que é Becca que acaba cuidando dos mesmos, e é ela também quem
mais sofre com as atitudes de seus pais.


Charlie Harper e Hank Moody são dois garanhões que
aproveitam a vida ao máximo sem se preocupar com dinheiro. Hank, apesar de
pouco escrever, ainda aproveita os frutos de seu grande sucesso, Charlie compõe
Jingles publicitários.


Ambos afirmam amar e entender as mulheres, contudo Hank vai
ainda mais fundo nesse conceito, e sempre se mostra um cavalheiro, e um grande
conselheiro, de apenas um apenas um conselho.


Se Charlie tem problemas com sua mãe, a relação de Hank com
seu pai, também não é das melhores.


Com cenas de sexo, e consumo de drogas, o público de Hank, é
mais especifico, e maduro que o de Two
and and a Half men
, em seus melhores dias. Contudo as duas séries se saem
incrivelmente bem dentro de seus objetivos, e proporcionam muitas risadas seja
com Alan, ou Charlie Runkle.


A sexta temporada de Californication estreia no dia 13 de
janeiro na tv americana.


A segunda temporada de Anger Managemente estreia dia 17 de
janeiro na tv americana.


A nona temporada de Two and a half men, com Ashton Kutcher
está sendo exibida na tv americana.





Daniel Rodrigues


Friday, August 3, 2012

Part of Me (2012) -“Nossa vida é banal, e simples, como a de todo mundo”







Um ser humano como qualquer outro, essa é Katy Perry. Na
entrevista de Pedro Cardoso ao programa “Namoral”, o mesmo disse “Nossa vida [de
artista]é banal, e simples, como a de todo mundo”, Part of me, novo documentário sobre Katy Perry vem para “provar”
essa teoria, já que no filme vemos uma popstar, que atrai milhões de pessoas
para seus shows, mas que no fundo é uma pessoa como qualquer outra, que tem
problemas sentimentais, uma história de infância estranha, que em nada indica
seu futuro.


A mensagem de Katy, “ser diferente é legal”, tem lógica,
vende bem, contudo não deixa de ser uma espécie de autoajuda para seus fãs, que
aparecem logo no começo do filme explicando como se sentem ao ouvir as músicas
da cantora. Apesar da má reputação do gênero, a autoajuda é sempre bem-vinda,
independente da forma como apareça, seja na literatura no cinema, ou mesmo na
música.


Katy trabalha bem com seu público, em sua passagem pelo País
,para promover o filme chamou a atenção dos jornalistas por sua simpatia. No
documentário fica claro que ela sabe o valor de seus fãs, ainda nas primeiras
cenas do filme, sua primeira aparição, se dá num depoimento em meio, a uma
sequência depoimentos dos fãs, onde ela fala um pouco sobre si e de sua
personalidade, descaracterizada, sem utilizar seu típico vestuário multicolorido.
Através de cenas como a anteriormente descrita, fica claro o objetivo do
documentário, que tem a própria cantora como uma de suas patrocinadoras.


Mas esse é um filme pra fãs, não há espaço para se fazer uma
análise cinematográfica do longa, e esse sequer é o objetivo da produção, que
em vários momentos traz depoimentos de fãs, das mais variadas idades. Deve-se
também considerar que os fãs (na plateia do cinema) vibram a cada música, a
cada aparição da cantora.


A história é bem narrada, e apresenta um ponto de vista intimo
sobre Katy,  e suas relações com a família,
seus primeiros contatos com a música gospel, com a música de artistas como
Michael Jackson, seus primeiros contatos com as gravadoras. Tudo acompanhado de
vídeos caseiros, entre eles, alguns com Katy ainda bebê, e em outro momento do
longa Katy imita a também cantora Avril Lavigne.


Já conhecia a música de Katy: simpática, pouco inovadora,
como quase tudo que se vê no mercado agora, mas agradável, e assim como se vê
no longa traz letras — escritas por Katy — que descrevem sua própria vida de
uma forma muito pessoal.


O momento mais marcante do filme se dá quando nos bastidores
do show realizando em São Paulo, Katy desaba em lágrimas após receber uma
mensagem do então esposo Russel. Na sequencia faltando apenas poucos segundos
para entrar no palco, Katy ainda está chorosa, mas assim que tem inicio a
contagem regressiva para que ela entre no palco, vemos Katy tratar de colocar
um sorriso, ainda que falso no rosto, e seguir em frente, atendendo aos
milhares de fãs do show em São Paulo. E na vida somos, ou devemos ser assim, quando
uma adversidade se coloca a nossa frente, não podemos nos deixar abater, mas
devemos sempre seguir em frente.


Daniel Rodrigues


Thursday, July 19, 2012

Lola (2011) - Um motivo para existir





Famosa por sua participação na série Hanna Montana, Miley Cyrus chega às telas agora num papel mais
próximo da realidade, se comparado aos que viveu no universo Disney. Entretanto
seu público se mantém o mesmo: adolescentes, que estão descobrindo a vida.


O filme nada mais é do que um remake americano de um filme
europeu, o mesmo também aconteceu com “Millennium - Os Homens que Não Amavam as
Mulheres”. Porém , diferentemente do caso de Millennium, onde o filme original
já era amplamente conhecido entre os cinéfilos, a versão original de “Lola”,
que leva o título de “LOL (Laughing Out Loud)”,é pouco conhecida.


O cinema americano sofre do mesmo mal que o brasileiro:
ambos os públicos ­­— exceto os fãs mais assíduos da sétima arte—não gostam das
legendas, e assim, cada indústria se adequa a demanda como pode, no Brasil
temos as dublagens, nas terras do tio Sam, onde a indústria cinematográfica, já
é forte, e está consolidada temos os remakes.


Quanto a versão americana, é difícil encontrar um motivo
para dar sentido a sua existência, excetuando-se, saciar a sede dos fãs da
cantora Miley Cyrus, que é apenas isso, uma cantora, que faz papéis em filmes,
de pouca expressão, diante da critica especializada.


No elenco poucos se salvam, como alguns coadjuvantes e a
maravilhosa Demi Moore no papel de mãe da personagem central da trama. Destaque
para atuação pouco convincente de Douglas Booth, possuidor de um dos sorrisos
mais amarelados do cinema americano.


A direção da versão americana fica a cargo da mesma diretora
do filme original, seu nome é Lisa Azuelos, e faz uma ponta no filme original
no papel da psicanalista, fora isso seu currículo é bem curto. Na direção da
versão americana, faz um trabalho eficiente na condução da história com ângulos
câmera interessante e um jogo de tonalidades que ajudam a mergulhar no universo
repleto de descobertas dos jovens.


A história é uma típica comédia romântica, um sucesso fácil,
quando se trata de bilheteria. Traz piadas com o estilo de vida francês e com a
depilação brasileira. E ainda coloca em voga os, dilemas que giram em torno da
primeira vez para os adolescentes.


Uma comédia água com açúcar, que certamente dará bons
resultados em bilheteria, mas que talvez decepcione os fãs dos musicais Disney
no estilo de High School Musical, já que a trilha sonora não tem grande
importância na trama, só  aparecendo com
mais frequência num segundo momento da história.


De bom, o filme vale pela atuação de Demi Moore, e por sua
história água açúcar, que não é de todo ruim, mas não vai além disso.


O filme chega as telas no dia 10 de agosto após vários
adiamentos.





Daniel Rodrigues


Thursday, May 31, 2012

Você é feliz?

Já tem algum tempo, que mantenho uma página aqui no Cinema & CIA com um poema, Caso do Vestido, de Carlos Drummond de Andrade. Na época a página surgiu como complemento a um artigo sobre um filme, baseado no tal poema. Um filme baseado num poema, pelo fato em si, já se constitui uma situação interessante, marco do pensamento romântico, onde grandes obras musicais eram inspiradas em poemas, pinturas, obras literárias... Enfim, logo naquela época, já achei o filme fascinante, e o poema também.

 Mas hoje, tendo se passado menos de dois anos, tornei a ler o poema; com outra forma de pensar, outra mente, com novas ideias, com mais experiências vividas... E é mesmo incrível, perceber como um mesmo texto, com as mesmas palavras, as mesmas vírgulas, pode se colocar diante de nós de formas tão diferentes, em momentos tão distintos, e ao mesmo tempo complementares de nossas vidas.

Uma experiência, um momento, uma situação, independente da forma como isso acontece, muda as pessoas. E isso acontece todo dia, a cada minuto, somos de fato a metamorfose ambulante, proposta por Raul Seixas. A cada experiência, crescemos como seres humanos que somos.

Em situações como essa é fácil perceber, o por quê de quando perguntamos a uma criança se ela é feliz, ela sem mesmo pensar, responde de súbito que sim. Ao fazer a mesma pergunta a um adulto, já começamos a perceber as diferenças, ele certamente irá pensar, demorará um pouco a responder, por fim, pode até dizer que sim, é feliz, mas qual o motivo dessa incerteza, expressa na demora em responder?

A mente nunca pode se fechar para o mundo, e para a vida, talvez seja aí que reside a certeza da criança em responder que é feliz, ela é curiosa, quer saber o por quê de tudo,  sem precisar da exatidão extrema, que torna a vida tão complexa , quando ela em sua mais pura essência é simples e agradável. Se a vida for tida como difícil, ela não será fácil, mas o oposto também é real.

Para certas perguntas, não devem existir respostas, e é essa inocência que deveria fazer a vida mais simples e feliz.

Daniel Rodrigues








->Caso do Vestido

Wednesday, May 30, 2012

Redentor(2004) - João Emanuel, além "da Brasil"

“Realidade”, é com certeza um critério questionável ,quando se trata de leva-lo, ou não em conta na apreciação de uma peça artística. No cinema — ah, nossa querida sétima arte —, esse conceito, é ainda mais variável. Temos realidades alucinadas, com lógicas que visam criticar uma característica, ou mesmo uma situação cotidiana, no dia-a-dia da sociedade, um exemplo é o Processo (1962), do esquecido — embora genial — Orson Welles, onde este maravilhoso cineasta, que inclusive deixou marcas em sua passagem pelo Brasil, critica todo o sistema judiciário americano, através de um complexo roteiro e representações caricatas, como a do grande advogado, que tem a seus pés, clientes, e nas mãos inúmeras formas de ludibria-los. 

 No Brasil, o exemplo recente desse abandono racional da realidade é o Redentor (2004),de Cláudio Torres. Onde toda a história gira entorno do personagem de Pedro Cardoso, um jornalista que na infância foi amigo de um dos magnatas do setor imobiliário carioca, e assim levou seus pais a comprarem um apartamento na então terra dos sonhos ,numa época em que a Zona sul carioca já começa a se mostrar supervalorizada e com pouco espaço para novas construções :a Barra da Tijuca. Entretanto a conclusão deste negocio nunca chegará a acontecer, e uma divida eterna irá se estabelecer.

Como uma de suas várias temáticas o filme aborda a ganância, que faz parte da personalidade das pessoas, através de algumas falas do personagem de Miguel Falabella, que nos levam a constatar, que mesmo que uma quantia em dinheiro fosse dividida igualmente as pessoas não se dariam por satisfeitas. Por natureza elas querem sempre mais.

 E é por meio do personagem de Pedro Cardoso, que a produção coloca em voga, uma critica a corrupção, na politica e no jornalismo, um assunto muito atual em tempos de um governo pós-populista, onde o que importa é o voto das massas.

A produção aposta ainda num casamento, brilhantemente realizado entre trilha sonora erudita e popular, empregadas nas cenas de suspense, e no clímax da história, respectivamente.

 O longa metragem, ainda traz a tona uma discussão sobre a religiosidade, num momento em que o roteiro, se transformar numa grande farofa, dada a forma brusca, e imediata como essa virada acontece. Contudo, a brilhante direção de Cláudio Torres, em conjunto com o grandioso elenco que — além dos já citados —,conta com nomes como o de Camila Pitanga, Fernanda Montenegro e Stenio Garcia; ameniza os efeitos dessa virada de roteiro.

A qualidade técnica, das cenas, combinadas com a brilhante mistura musical, colocam o espectador, diante de uma reflexão sobre a vida do personagem central e suas escolhas, e o conduzem ao questionamento quanto à lucidez de Célio Rocha(Pedro Cardoso), de forma profunda e levemente cômica.

Entre os autores, aparece o nome de João Emanuel Carneiro, que atualmente é responsável pela representação televisiva, da nova classe média, vista em Avenida Brasil.



Daniel Rodrigues

Friday, April 13, 2012

A toda prova (2011) - Ação que dá sono

Logo nas primeiras cenas, já se vê um close no rosto, de formato e feições tipicamente masculinas, da atriz e lutadora Gina Carano. “A Toda prova”, deveria apresentar uma mulher fatal, que em meio as mais extremas cenas de ação, ainda se preocupa com o pai, um escritor de livros sobre crimes. Mas não é isso que se vê no roteiro confuso, de Lem Dobbs , numa direção simplória de Steven Sodenbergh, que tenta a todo custo repetir a formula do sucesso encontrada em “11 homens, e 1 segredo”(2004). A própria trilha sonora , em muito se assemelha a de seu antecessor.

A Lutadora Gina Carano, em nenhum momento convence, no papel de mulher fatal. Com cenas de lutas fraquíssimas, as cenas de maior ação se dão quando a personagem de Gina, foge da policia saltando pelos telhados.

Uma direção técnica eficiente, de fato, o filme possuí. Entretanto, não se pode dizer o mesmo da direção artística, que escala grandes atores como Michael Fasbender  — recém saído do ignorado “Shame”—, Michael Douglas e Antônio Bandeiras , para papeis secundários.

Traída pela agência de espionagem, para qual trabalha a personagem de Gina Carano, saírá em busca de respostas, e de vingança. E uma história que , em sua essência, constitui um clássico clichê, do gênero de espionagem.

Friday, March 23, 2012

Parabéns Aguinaldo

Todo mundo diz que o fim das novelas está chegando. Talvez esses numerosos, opinantes tenham razão. Hoje em tempos de globalização, e do assassinato da cultura local, só se fala em séries, músicas de terrível qualidade, que emplacam de uma só vez no mundo todo. Esquecem-se de que é a nossa música, a Bossa Nova e a MPB, é que são admiradas mundo afora.

As novelas podem acabar, mas elas são o melhor retrato do povo brasileiro, pelo menos de uma geração dele. A geração de pessoas que sonhavam que acreditavam que o dia de amanhã seria melhor, quando tudo conspirava contra essa ideia. Bom, esse dia chegou. Cá estamos nós, filhos dessa “pátria amada idolatrada”, em pleno crescimento. Somos hoje aquilo, que os brasileiros que viam as primeiras novelas, ainda na Tupi, sonhavam.

Todo brasileiro, tem aquela novela que não se esquece.  Particularmente a novela da minha vida, é, e sempre será “Senhora do Destino”, roteirizada pelo genial Aguinaldo Silva. Sou do tipo que sonhou, em como seria viver nas estradas desse Brasil, com “Carga Pesada”, seja quando Pedro (Antônio Fagundes) , e Bino (Stenio Garcia),  enfrentaram uma mula sem cabeça, lidaram com uma figura que morria, e acordava no meio do velório.

Talvez tudo isso, tenham contribuído com a ligação, que criei com esses últimos capítulos de  “Fina Estampa”, recheados de referências e citações a grandes obras da teledramaturgia brasileira, produzidas na última década.

Foi maravilhoso ver Renata Sorrah, falando sobre Nazaré Tedesco. Um dos ápices de sua carreira, vilã que agora, o tempo dirá se ganha uma equivalente a altura, dessa vez vivida por Christiane Torloni. Que no papel de Thereza Christina, pelo próprio personagem em sí, já constitui, uma homenagem  a essa vilã tão marcante, que em plena ditadura militar rouba a bebê Lindalva da nordestina recém chegada ao rio, Maria do Carmo, vivida por Suzana Vieira.

As pessoas gostam do que é óbvio, mas é provável que a ideia de um autor, por mais genial que este seja nunca corresponda ao que milhares de brasileiros imaginaram para um personagem, é o caso do Amante de Crô (Marcelo Serrado ,vive Crô). Foi brilhante, a forma como Aguinaldo Silva, deixou claro, que o amante não era quem todos imaginavam, e mesmo assim, não deixou nenhuma pista, de quem o era.

Onde Pereirinha (José Mayer), teria estado, quando todos acreditavam em sua morte? Um dos momentos mais, interessantes deste último capitulo, já que Aguinaldo responde sem responder, e dá margem a imaginação do espectador, com cenas que remontam na mitologia de Atlântida ( indiretamente).

“O futuro é dos jovens”, é com essa afirmação que Aguinaldo, e Lilia Cabral emocionam o espectador numa das cenas mais marcantes deste último capitulo , e que certamente será parada obrigatória, na análise da teledramaturgia brasileira, daqui a alguns anos.

E o que dizer da emblemática cena final, quando Tereza Christina, e o Pereirão se reencontram? Ficaria feliz, em ver o resultado desse encontro daqui a alguns, assim como Aguinaldo fez com o retorno de Irís (Eva Wilma) a Greenville.

Faltou algo? Como fã de “Senhora do destino”, posso dizer que sim: Um encontro entre Maria do Carmo (Suzana Vieira) e Pereirão (Lilia Cabral). Ambas as personagens que se assemelham tanto em suas essências. Uma com origens no sertão do Brasil, e outra vinda da distante terra de nossos colonos. com

Falhas: Toda produção cultural tem, mas nada melhor que um bom roteiro, para fazer que o espectador perdoe essas falhas, estando já tão envolvido  com os personagens, fruto do dom divino, e supremo da criação, que só um artista pode ter.

Daniel Rodrigues (@DanielR_DDRP)

The tissue of social relations in Brazil and economic complexity

 I often miss meeting people with an inner world. They are out there, but even as you get through them it’s usually hard to dive into their ...