Wednesday, January 20, 2021
Reflexões sobre os trabalhos de colarinho azul, na era da automação e do pós-fronteiras
Monday, January 11, 2021
Rio: Potencialidades
Panamá em serviços financeiros sofisticados, e virar um player relevante nas bandeiras de conveniência (Marinha Mercante) o que sendo bem trabalhado ainda tem potencial de gerar bons empregos
blue collar. Sem contar o imenso potencial que a Baía de Angra já possui numa outra
linha de náutica.
Vale lembrar que historicamente os tigres asiáticos
tornaram-se atrativos por oferecerem estruturas baratas para Banking, e hoje a
Geórgia ( país ), está discretamente replicando esse modelo com ofertas
interessantes em Private Banking.
Aliás uma reflexão válida é se muitos dos problemas do Rio,
nao vêm do fato de que a cidade e o estado , tem suas potencialidades em
setores que demandam uma intensa integração internacional (serviços
sofisticados e Náutica/Marinha Mercante), isso enquanto o Estado opera debaixo
da lógica de uma economia agroexportadora.
Obs: Por hora é uma reflexão, que admito, carece de leituras
mais profundas. Mas olhando a república do Leblon, a estrutura dos estaleiros
em Niterói e o que já existe em Angra, apesar das politicas restritivas que a
RFB e a Marinha impõem em compras de embarcações fora do Brasil. Parecepromissor para a formação de cluster.
Um risco é a formulação dos termos da ZEE, o foco deve ser
em serviços sofisticados e não em indústria. E principalmente na facilitação do
fluxo financeiro.
De modo geral, se o Rio conseguir segurar os recursos de
Royalties. e o petróleo mantiver alguma estabilidade na próxima década há boas
chances de que isso seja autofinanciável.
Referências
- Demografia dos clientes, e do staff. Como as estruturas sociais
(minorias ricas) e de propriedade (instabilidade política, direitos de
propriedade frágeis) levam a um modelo que tem no offshore elemento central. No texto, Hong Kong ainda é uma potência, dentro do que se ê
agora possivelmente este quadro está se revertendo.
Dufey, Gunter, Private Banking in Asia - A Survey
(August 28, 2009). 22nd Australasian
Finance and Banking Conference 2009, Available at SSRN: https://ssrn.com/abstract=1463261 or http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.1463261
- Uma perspectiva mais floreada, baseada em entrevistas com
players de Hong Kong (20114). Passa brevemente por uma transição do wealth
managemente chinês de onshore para offshore via m&a’s com players em Hong
Kong. No geral o texto é válido por trazer as dificuldades em precificação, e
junto disso a necessidade que os players têm de melhorar a segmentação entre HNW
(High Net Worth) e UHNW (Ultra High Net Worth) para fins de otimizar as
margens.
Spotlight
on Hong Kong’s private banking sector, July 2014
https://home.kpmg/cn/en/home/insights/2014/07/spotlight-on-hk-private-banking-sector-201407.html
Ao longo do video ele aborda um pouco dessa naútica que seria um bom fit pra Angra (a nova George Town?). Sem contar que esses yachts empregam fácil 20-50 pessoas com diferentes níveis de qualificação.
Nos últimos tempos eu tenho achado meio fascinante como o investimento estrangeiro é uma coisa etérea e distante na discussão econômica que se faz no Brasil. Na China as pessoas buscam fábricas, na Alemanha o histórico de boa engenharia, no Uk as estutruturas de banking e os escritórios de direito perserguindo litígios dignos de Holllywood, em Singapura a estrutura de entreporto logistíco. E no Brasil? Aos poucos o agro vai se impondo como uma resposta [por hora excessivamente focada na produção/plantio(tem todo uma dimensão de indústria quimíca que basicamente inexiste no BR)],mas não é um bom fit para todo o Brasil, pelo perfil de desníveis é dificil imaginar alguma coisa como as grandes fazendas de MT, BA funcionando no Rio.
Não que as pessoas não tentem(Estudante de direito é preso por manter sítios com 1 mil plantações de skunk (metropoles.com)) , mas a regulação ainda não chegou lá e esse parece ser um fit de rentabilidade que talvez funcionasse bem no Rio. (Só pra critérios de comparação Average area size for cannabis growing operations U.S. 2020 | Statista. é uma propriedade relativamente pequena, perto do que se faz em Agro no Brasil).
Esse post ainda está em construção logo estou sempre adicionando algumas referências.
Saturday, December 26, 2020
Sunday, December 6, 2020
Refletindo um pouco sobre o Google, o único paralelo possivel parece com os antigos monopólios de comercio que marcam as...
Posted by Daniel Rodrigues Parente on Sunday, December 6, 2020
Monday, November 23, 2020
Rio: Favela, violência e pobreza
O Rio de Janeiro é hoje um grande emaranhado de problemas nas
mais diversas dimensões. Em relação ao Brasil é também um caso recheado de
particularidades, por exemplo:Como explicar para alguém no interior de Mato
Grosso o racional que leva alguém a escolhe morar em uma favela? Numa cidade como
Rondonópolis, com 100k de reais compra-se uma boa casa num bairro comum
ou classe C, no Rio de Janeiro isso é uma casa em São Gonçalo ou na favela (dependendo
da favela esse valor talvez já esteja até datado).
Quando você coloca na conta, os fatores que vêm junto com São
Gonçalo, a favela parece uma opção cada vez melhor. Sendo um pouco mais
especifico, o município do região metropolitana sofre com um ciclo em que
pobreza gera pobreza, as classes mais abastadas da região (e aqui inclui-se o município
vizinhos de Itaboraí [ que por um tempo pareceu que ia criar identidade, mas
essa esperança morreu junto com o comperj]) invariavelmente acabam se
transferindo completamente, ou no mínimo direcionam o consumo para Niterói. Ponto
interessante é que essas classes mais abastada nem são necessariamente São
Francisco/Icaraí, por vezes acaba sendo Fonseca e a região de Pendotiba. E isso muito por conta de questões básicas de
infraestrutura do município e qualidade de vida de modo geral.
São Gonçalo ainda tem uma cesta de problemas que passa por um
transporte público e um déficit de identidade. No âmbito do transporte, basta lembrar
que a única parte do sistema que funciona bem é aquela que serve justamente para
sair de São Gonçalo. No âmbito de identidade, quando você observa o que
aconteceu com os subúrbios do Rio não é difícil perceber que em algum grau os
bairros ao longo da Avenida Brasil têm uma identidade, nem precisa ser muito,
só o suficiente para criar um pertencimento. Em São Gonçalo isso inexiste.
Ponto é que essa lista vai longe, e pode ser resumida na
perspectiva de que a única coisa que funciona em São Gonçalo é a saída, dá pra
pensar ainda que tudo acontece no Rio e algumas coisas acontecem em Niterói, o
que leva São Gonçalo a ser um grande vazio econômico.
Voltando ao ponto inicial de porque as pessoas escolhem a
favela, é uma questão de que tentar encontrar uma casa na banda dos 100k no Fonseca , pode ser uma tarefa árdua. E provavelmente o agente ainda vai ter de lidar com estresse de trânsito
e mobilidade sem contar o custo da mobilidade – Alguns conseguem lidar com isso
através de vale-transporte, mas como tudo acontece no Rio, esse “tudo” incluí até
o que vale-transporte não cobre, tipo cultura. Esse acaba sendo um ponto para a favela, por vezes bem localizada. Tem o Barreto, mas é um limbo de
Niterói com jeito de São Gonçalo e preços de Niterói. Um elemento adicional na análise é que elevando nosso
orçamento para uns 200k a cena não é tão diferente.
Quando você vai colocando todos esses elementos na conta; a
favela, vai ficando cada vez mais interessante. Mas é difícil explicar isso para
um Brasil que vê o Rio pela TV.
No âmbito da violência; diferente de São Paulo, eu particularmente sempre tive a impressão de
que a coisa é bem mais simples do que querem fazer parecer – admito que há boas
chances de eu estar errando até porque existe um transição em curso para o modelo da milícia.
Mas quando você fala da violência em especial a que se faz mais notar noticiário e impacta o turismo no Rio –mais especificamente a violência da troca de tiros entre facções e a própria disputa entre esses agentes –
ela não é nem de longe tão estruturada quanto o que se formou em São Paulo ao
redor da facção principal. Essa dualidade entre os modelos é central na percepção da violência nos dois Estados.
Em São Paulo a estrutura é sofisticada e
possivelmente deve incluir, direta ou indiretamente, muita gente com passagem
pelas estruturas acadêmicas de elite paulista, até porque não é qualquer um que vai conseguir gerenciar o que você encontra no mondus operandi centralizador visto na facção paulista.
No
Rio as estruturas criminosas são tão fragmentadas, e desorganizadas quando
comparado a São Paulo que no fim é muito mais uma disputa de macho-alfa do que de
fato uma estrutura que busca ser rentável. Não é que não dê dinheiro, mas na
prática quando você começa a olhar para o que está na cabeça das bases das
facções cariocas (isso olhando pra comentários sobre disputas de facções em vídeos
do youtube ou blogs que dificilmente ficam no ar por muito tempo) é uma disputa
de times , que se as pessoas envolvidas tivessem um pouquinho mais de condição financeira
dificilmente ia além do Counter-Strike.
Mas essas bases não têm estrutura financeira, estrutura familiar
e muitas vezes nem um teto digno. Aqui já da para passar por um ponto que a Favela
no Rio está longe de ser uma estrutura uniforme você tem comunidades que estão no
limite da miserabilidade (Porto Velho, São Gonçalo tem um bom exemplo disso) e
tem também quem só queira morar perto do trabalho (favelas próximas de áreas nobres cariocas).
Na perspectiva da disputa de macho-alfa, o tráfico em si não
gera a disputa, mas ele financia e da forma a essa disputa. Quando você soma as peças, em especial nesse de caso porto Velho, você chega em um quadro que
se retroalimenta.
O cara é pobre tá rodeado de pobreza, e olha pro quão na
frente o cara que tá envolvido no tráfico salta na frente dele no “Marriage Market”(e esse termo, que de fato existe serve pra pular uma longa discussão), é apenas
uma questão de seguir um racional básico
pra entender como o cara chega no tráfico.
As bases da criminalidade no Rio, são tão confusas, que é provável
que essa combinação de disputa de torcidas (que inclui certo acolhimento pela
facção), pobreza, hormônios e Marriage Market...em suma a disputa do macho
alfa, tenha peso bem maior do que a rentabilidade disso tudo.
A única solução sistêmica razoável, seria escolher os
vencedores e racionalizar a disputa em rentabilidade. De preferência vencedores
que você possa controlar através de alguma estrutura de inteligência.
E nisso a minha perspectiva é que quando você passa a ter
uma estrutura mais sofisticada, como você já vê em São Paulo, você chega a gerar
externalidades positivas: uma estrutura que percebe que chamar atenção das autoridades
com disputas e tiroteios dá prejuízo, então passa a optar pela descrição; uma
estrutura que pra lavar dinheiro cria empreendimentos que geram empregos.
Enfim, dá para ser bem mais puritano nisso tudo? Acho difícil,
o tráfico é o maior exemplo no mundo, de como o livre mercado não pode ser
derrotado através da burocracia estatal, aka canetada.
Thursday, November 12, 2020
Loja do mecânico
Um ótimo deal, só espero que não matem a plataforma buscando as margens do modelo de Marketplace, que definitivamente,...
Posted by Daniel Rodrigues Parente on Thursday, November 12, 2020
Monday, October 12, 2020
The tissue of social relations in Brazil and economic complexity
I often miss meeting people with an inner world. They are out there, but even as you get through them it’s usually hard to dive into their ...
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I often miss meeting people with an inner world. They are out there, but even as you get through them it’s usually hard to dive into their ...
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Vídeo that i will be citing in the text https://www.austrade.gov.au/news/economic-analysis/australias-export-performance-in-2015-16 Australi...
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Não me lembro exatamente quando foi a primeira vez em que assisti à Everybody Hates Chris(no Brasil:Todo Mundo Odeia o Chris)mas lembro-me q...


